sábado, 26 de novembro de 2011

Que tempo?!


nada existe senão a luz
que permeia o céu
que nos abre ao infinito...
tempo não há
se foi o passado
não existe o presente
sequer futuro
só um momento...
descubra e verás
envolve-te nele entra inteiro
no Todo que és
não há mais medo
receio tédio
não mesmo acredite!
abre os olhos para ti
veja o mundo que és
esquece o tempo
esquece a pressa
arregaça as mangas
e sê
aquilo que és
e verás que o mundo em ti habita
vê o sol
dando-te bom-dia
vê a lua
te dando boa-noite
as estrelas estão te beijando
agora te chamam para passear...
não lhes diga não
não há mais medo
não há mais tempo!
vai!
verás que o mundo em ti habita
porém
quem não sonha mais
não mais começa o começo d’agora
só mais esse momento não sabe o que é viver
perdido está
a buscar o vazio...

São Paulo, 5/10/1991

© Antônio Jackson de Souza Brandão

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vassoura


Ela não para
sequer olha para lá
Pensar? Não precisa
Se pensasse
buscaria
outros caminhos
que não fossem
aqueles do canto...
Busca outros lugares
quem sabe outros
ares...
Mas é da poeira
da sujeira
daquela dos lugares
escondidos
que busca sanar
Verdades?
Não as há
Só a certeza:
dali virá saúde
Talvez a paz?
Talvez...
Vassoura não pensa, age...

Registro, 23/11/2011
© Antônio Jackson de S. Brandão